Colaboradores


A Educação facilitada

 

Nossa educação está a mercê de interesses econômicos/comerciais ou politiqueiros/eleitoreiros. O primeiro caso aplica-se às escolas particulares. Elas são, em sua esmagadora maioria, entidades mercantis onde o "produto ensino" é aplicado conforme o "interesse do cliente". E o que a maioria dos clientes deseja?

Que as escolas supram as lacunas deixadas pelas famílias de hoje na formação de seus filhos. Assim, limites, valores, conhecimento, competências e habilidades, entre outras coisas, passam a ser atribuição da escola, como se fosse possível dissociar o que é vivenciado em casa com o dia-a-dia escolar. E as famílias querem que tudo isso ocorra sem "sacrificar o aluno", sem "exigir demais", já que sua consciência, pesada pela omissão, os leva a cobrar "atenção especial" a seus filhos, que no raciocínio utilizado pela maioria significa "mão na cabeça", "pouca pressão", "muita compreensão", etc.

Se juntarmos a tudo isso o fato de que nossa classe média vem tendo cada vez um número menor de filhos por casal, o normal hoje é apenas um filho por família, temos uma ampliação da "paparicação" per capita, no universo discente. Assim, tudo deve ser relevado, afinal, "coitadinho" ... E daí temos um aluno chato, indisciplinado, com hábitos que deixam a desejar e que aprende muito pouco. Mas que "passa de ano".
Aí chega o vestibular. Como a maioria dos pais desse universo tem renda, o concluinte do ensino médio acaba indo para uma dessas UNI... particulares quaisquer, que proliferam em nosso mercado de ensino. E na instituição de ensino superior, que "vive" da mensalidade paga pelo aluno, a ordem é não complicar, afinal o aluno pagante é o cliente.

 
 
 
Bem, desnecessário prosseguir, temos um formando de terceiro grau com nível medíocre, vide Enade, condenado a funções desvinculadas daquilo que seu certificado ostenta.
 


Claro que há exceções, afinal quem preenche as vagas da USP, UNICAMP, GV, UNESP, etc.? Certamente os filhos das famílias que sabem que a aquisição de conhecimentos, habilidades e competências se processa com disciplina, empenho e determinação. Quando você ama pra valer seu filho, você cobra o que ele é capaz de realizar e não o poupa em relação aos esforços necessários para seu crescimento pessoal. Como já foi dito: "toda aprendizagem se processa através da dor!"

Quanto às escolas públicas, reduto de algo em torno de 95% dos estudantes do país, o que se vê é ainda mais aterrador. Os índices apresentados por avaliações oficiais, que estão à disposição de todos, confirmam aquilo que todo cidadão consciente desse país já sabe:
- É tudo um grande faz-de-conta! O professor, despreparado, descontente, mal pago, embora protegido por uma legislação absurda, que em momento algum leva em consideração a competência, finge que ensina. O aluno, inculto, faminto, idiotizado por uma mídia pífia que o impele a buscar um consumo insano e valores indecentes, submete-se às horas de banco escolar "de olho na merenda" e convencido de que o diploma, liquido e certo, é apenas uma questão de tempo, faz-de-conta que aprende. Protegendo esse elenco de parlapatões as autoridades públicas teimam em perpetuar o modelo. Afinal, fazendo coro à política do faz-de-conta, eles apresentam dados estatísticos "vitoriosos" para o público e os órgãos internacionais. Alem, é claro, do fato desses alunos formarem um grupo muito interessante de futuros eleitores, ignorantes o suficiente para manterem
em seus cargos os espertalhões que compõem os quadros públicos atuais.
Estão todos brincando.

Na prática, somos uma nação com uma maioria absoluta de analfabetos funcionais (75% da população segundo pesquisas recentes). O que é pior, uma boa parte desses analfabetos funcionais consta nas estatísticas oficiais como concluintes do ensino fundamental e do médio.
Estudante tem que estudar! Professor tem que ensinar! Pai tem que se interessar para valer pelo seu filho e tem que dar exemplo!

Não podemos aceitar sermos o país do "Zeca Pagodinho". Essa farsa montada deve ser desmantelada. Investir e se interessar pra valer pela Educação não tem nada a ver com o que está sendo feito.

Evaldo Colombini Miranda
Educador. Diretor da EDUCON Consultoria em Educação Ltda.
e-mail: evaldom@terra.com.br

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IG EDUCAÇÃO

Cursos para gabaritar o Enem



26/07 - 07:45 - Isis Nóbile Diniz

Vestibular, vestibulinho, concurso...
A cada novo exame criado, empresas se dedicam em suprir as carências dos candidatos. São feitos cursos para as mais diversas finalidades ou participantes de uma prova como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado no dia 31 de agosto. Empresas da área da pedagogia se especializaram em prestar consultoria para escolas e alunos interessados em um satisfatório resultado no teste.



A Educon, instituição especializada em educação, aplicou o curso em escolas pela primeira vez no ano passado. Os colégios paulistanos Miguel de Cervantes, Jardim São Paulo e São Bento contrataram a empresa. Após o curso fornecido aos alunos, todos tiveram um aumento de desempenho nas notas. O Colégio Miguel de Cervantes, por exemplo, conseguiu que os alunos acertassem mais 75% do Enem, um crescimento de 16,72% comparado ao ano anterior.

“O ensino médio é voltado para a formação do aluno”, diz Izabel Rodrigues, diretora do Colégio de São Bento. “O objetivo do curso para o Enem é melhorar o trabalho que já realizamos com o aluno na hora curricular. Aprimorando o aprendizado”, afirma Izabel. Essas aulas especiais são ministradas em forma de palestras durante, praticamente, um semestre inteiro.
 

O Getusp, criado por alunos da Universidade de São Paulo (USP) com o objetivo de preparar estudantes para o ingresso na universidade, também oferece o serviço. O curso foi elaborado em 2005, quando a Escola Madre Vicunha, em São Paulo, queria ministrar, aos seus alunos, aulas específicas preparatórias para o Enem. O coordenador pedagógico do Getusp, Daniel Vícola, junto com toda equipe de professores do Getusp, fez o curso que, atualmente, é ministrado também em outras escolas.
   
 

As escolas contratam o trabalho

Segundo o Getusp, as escolas o contratam ele, pois, além da experiência e busca de capacitação dos funcionários da terceirizada nesse tipo de serviço, o curso deve ser interdisciplinar. Se feito por docentes da própria escola, os alunos tendem a não desvincular o professor da matéria que ele leciona em classe. Assim, professores qualificados de fora do colégio são os mais indicados.

Já as principais razões para as escolas fornecerem esse tipo de serviço são duas: complementar o estudo dos alunos e qualificá-los para a prova. Como conseqüência, espera-se reforçar o que foi lecionado no curso regular, fazer com que o estudante tenha um pensamento crítico, ter alunos ingressando nas faculdades de destaque e um aumento da sua excelência no ensino.
Por sua vez, o aluno se beneficia diretamente. Os resultados do Enem são usados como critério para a distribuição das bolsas de estudos do Programa Universidade para Todos (ProUni), projeto do governo federal que reserva vagas em instituições privadas de ensino superior para alunos de baixa renda. Também, somam pontos em processos seletivos concorridos de universidades públicas e privadas.

Como funciona o curso
O objetivo do Enem é avaliar competências e habilidades, que tenham sido trabalhadas e desenvolvidas pelo aluno ao longo dos anos. Assim, em palestras seria impossível ensinar tudo o que deveria ter sido aprendido em 12 anos de estudo. “Por isso, partindo do pressuposto de que o aluno teve uma boa formação escolar, buscamos potencializar sua habilidade em ler, interpretar e identificar a situação problema do texto”, comenta Evaldo Colombini Miranda, coordenador da Educon. “Geralmente, nesse exame, a resposta está na própria interpretação correta do enunciado”, diz.
Os alunos que participam das aulas especiais para o Enem estão no terceiro ano do ensino médio, com exceção de convidados ou interessados do segundo ano. Durante as classes curriculares, eles aprendem um complemento dado pelos professores. “Mas, isso só dá certo porque já ensinamos toda a matéria durante os anos letivos”, afirma Izabel. Este ano, dez escolas contrataram a Educon, entre elas os três colégios Miguel de Cervantes, Jardim São Paulo e São Bento.

Tendo em vista de que a prova se destina a, aproximadamente, três milhões de estudantes do Brasil inteiro, as empresas especializadas no serviço elegem por volta de 20 temas com maior probabilidade de serem abordados no exame. “São questões de domínio público de todo o País como, por exemplo, a epidemia de dengue, biocombustíveis, células-tronco, transposição do Rio São Francisco, Amazônia, interpretar a venda de um imóvel e a conta de luz”, explica Miranda.

São realizadas palestras de uma hora e meia para um número entre 20 e 50 alunos. Elas abordam questões específicas, gráficos, histórias em quadrinhos, mapas, tabelas, literatura e interpretação de texto. Durante essas conferências, se discutem assuntos que podem ser solicitados no Enem. Também são aplicados simulados. “Para o aluno se acostumar a ficar cinco horas parado e raciocinando sobre os temas”, diz Miranda.

Para pessoas ou alunos interessados
Quem não dispõe de aulas específicas para o Enem no colégio ou já se formou na escola pode recorrer a algumas instituições que oferecem o curso preparatório. Por exemplo, além de prestar serviço para escolas, o Getusp possui um de 50 horas para interessados. Atualmente, há cinco turmas com até 60 alunos por sala.

De acordo com o Getusp, esse curso presencial é um projeto piloto. A intenção é transformá-lo em on-line. Enquanto isso não acontece, outras organizações também disponibilizam o curso presencial como o Objetivo de Guarulhos (SP), a Aprove (São Paulo, capital) e o Instituto Henfil com um curso gratuito (em São Paulo capital, ABC Paulista e Guarulhos).

Onde encontrar:

Educon - Tel.: (11) 5084-0764
Getusp - http://www.getusp.com.br
Objetivo - http://www.objetivogru.com.br
Aprove - http://www.aprove.org.br
Instituto Henfil - http://cursoenem.org.br/enemgratuito



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Folha de São Paulo – 28/04/2008

Colégios terceirizam aulas de reforço e correção de redação

Escola diz que correção de redações do terceiro ano do ensino médio passou de uma por mês para uma por semana

Com "cursinho delivery", alunos fazem reforço sem sair da escola e aprendem estratégias para serem aprovados no vestibular

Para que seus alunos possam ganhar pontos preciosos nos vestibulares, colégios particulares de São Paulo têm contratado equipes externas para oferecer serviços diretamente ligados ao ensino. Alguns exemplos dessa terceirização são correção de redações, reforço escolar e aulas de idiomas.

Com as parcerias, as escolas buscam apresentar um serviço mais especializado e, em alguns casos, facilitar a gestão escolar -pois parte dos professores não precisa ser contratada diretamente pela instituição.
Pesquisadores em educação dizem que as iniciativas podem ter resultados positivos, mas as equipes externas devem estar totalmente integradas aos projetos pedagógicos dos colégios. Caso contrário, podem mais atrapalhar do que ajudar.

No colégio Santo Américo (zona oeste de SP), as redações do terceiro ano do ensino médio (antigo colegial) passaram no ano passado a serem corrigidas por uma equipe de seis professores de fora do colégio,
todos com passagem em bancas de correção de exames como o da
Fuvest (prova de seleção da USP) - prática antes comum apenas aos cursinhos.

Outro ponto positivo apontado pelo colégio é que aumentou o número de redações analisado: antes, os alunos tinham em média um texto revisado por mês; agora, é ao menos um por semana. "As escolas, sozinhas, não conseguem corrigir todas as redações", diz Eunice Lobo, diretora pedagógica da escola.

Neste ano, a escola ampliou o serviço para o restante do ensino médio e os dois últimos anos do fundamental, o que representa um contingente de 600 estudantes. O custo do serviço está incluso na mensalidade
(R$ 2.206 no ensino médio).
Outra prática que as escolas têm adotado é a contratação de uma equipe terceirizada para oferecer o reforço escolar aos estudantes do ensino médio (numa espécie de cursinho oferecido no próprio colégio).

Um dos pioneiros foi o Miguel de Cervantes (zona oeste de SP). "A aula do reforço é para que eles sejam aprovados no vestibular. Ensina-se não só o conteúdo mas também as estratégias para as provas", afirma a coordenadora do ensino médio, Kátia Puppo. A atividade é opcional e está inclusa na mensalidade (R$ 1.906).

Puppo afirma que o reforço não é oferecido pela própria escola porque haveria dificuldade em contratar docentes -os da instituição já têm carga horária quase completa.
"Também há a vantagem que os alunos não precisam se deslocar, sair da escola para ir para um cursinho", disse  Evaldo Colombini Miranda, coordenador do grupo de 18 professores, todos de pré-vestibulares.
No ano passado, o colégio Jardim São Paulo (zona norte de SP) adotou a iniciativa. "Terceirizamos a revisão para o terceiro ano do ensino médio porque era difícil encontrar professores para só fazer isso", disse o diretor da escola, Alfredo de Andrada Dodsworth.

Inglês

Uma prática mais antiga nas escolas particulares, mas que tem ganhado novos adeptos, é a contratação de uma escola de idiomas para oferecer as aulas de inglês do currículo regular.
Uma das escolas que adotam o modelo é o Augusto Laranja (zona sul de SP). A partir da oitava série do ensino fundamental, a disciplina é oferecida pela Seven Idiomas. No terceiro ano do ensino médio, a parte de conversação fica em segundo plano, pois as aulas focam a preparação para o vestibular.

Segundo a diretora Rosa Costa, a principal vantagem é que a empresa terceirizada consegue agrupar os estudantes em grupos mais homogêneos, o que melhora o rendimento. Ao todo, são 15 níveis.
"A nossa idéia é que o estudante nem precise fazer um curso de inglês fora da escola", diz Adriana Albertal, da Seven, que possui parceria com dez colégios particulares da cidade.

Autor: FÁBIO TAKAHASHI DA REPORTAGEM LOCAL
Fonte: Folha de São Paulo




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Gilberto Dimenstein – 29/04/2008
Cursinho delivery


Erika Vieira

Professores do ensino médio se reúnem para ensinar aonde o aluno estiver. Ao invés dos jovens irem ao cursinho, agora são os professores que vão até as escolas de ensino regular dar aulas preparatórias para o vestibular.
O serviço é uma espécie de “cursinho delivery” que poupa tempo, pois os estudantes não precisam sair da escola, o que já ajuda muito em uma cidade com o trânsito caótico como São Paulo. “Também aproveitamos mais o tempo da aula, pois a turma é mais homogênea, em função dos alunos terem tido a mesma formação escolar, estão mais nivelados, por isso o rendimento é melhor. Diferente do cursinho convencional com 100 alunos por sala, sendo que cada um veio de uma escola”, explica Evaldo Colombini, coordenador do grupo que atua pela consultoria de educação Educon.
A experiência começou em 2001 a partir da necessidade das escolas terem uma formação específica para o vestibular, mas sem comprometerem o restante do plano pedagógico. 18 docentes dos mais variados cursinhos, fazem parte do grupo que já atuam em três colégios da capital paulista. São elas: Miguel de Cervantes, Jardim São Paulo e São Bento.

As turmas são formadas com cerca de 30 estudantes, geralmente interessados em prestarem os vestibulares mais concorridos. “No cursinho a gente pode trabalhar temas específicos com eles e diminui a tensão que existe por causa do vestibular dentro da sala de aula [regular].”


 
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Deu certo

Revista “NOVA ESCOLA”

Edição Setembro de 1997

INVESTIMENTO NA CAPACITAÇÃO

Empresa privada melhora o ensino público no sul da Bahia com cursos para professores

Por muitas gerações, a pesca artesanal assegurou o sustento de Mucuri, 25000 habitantes, no sul da Bahia, cidade admirada por sua praia de areia dourada e ondas de arrebentação.
Em 1989, Mucuri mudou subitamente de patamar econômico. Com a inauguração da fábrica de papel e celulose Bahia Sul, entrou para o clube das cidades industriais. Mas não estava habilitada a tirar todo o proveito possível dessa transformação. A fábrica encontrava graves deficiências de formação escolar dos funcionários ali recrutados.

Alunos do segundo grau na praia de Mucuri: pesquisa de campos é parte do estudo dos ecossistemas da região

Capacitação
Sua primeira providência foi abrir concorrência para a contratação de cursos de treinamento para os empregados. "Muitos deles, mesmo tendo freqüentado o segundo grau, não dominavam adequadamente conhecimentos de física e de química", recapitula o professor Evaldo Colombini Miranda, um dos diretores do Grupo Educacional Universitário, vencedor da concorrência. Trata-se de uma rede paulista de cursinhos para vestibular que também presta consultoria educacional a escolas e empresas.
Com o treinamento, as deficiências dos empregados foram logo superadas. Isso inspirou a empresa a oferecer sua experiência para atacar a raiz da questão, ou seja, a qualidade das escolas locais. Evidência, por sinal, da crescente disposição da sociedade em participar da solução dos problemas educacionais.

Assim, o Universitário deu início, em 1992, a um curso de atualização profissional que envolveu os 140 professores das escolas públicas de Mucuri em palestras, aulas práticas e sessões de vídeo. O resultado foi considerado tão bom que a Secretaria de Educação da Bahia contratou-o para um projeto de maior alcance. Em três anos, 3000 professores de todo o Estado foram treinados em novas técnicas pedagógicas, que depois retransmitiram a milhares de colegas.

A fábrica de papel Bahia Sul mantém ainda, em convênio com o Universitário, o Colégio Leon Feffer, de primeiro e segundo graus, para os filhos de seus empregados. Funciona como um centro de atualização permanente para os professores da região e suas bibliotecas, as únicas da cidade, estão abertas ao público em geral.

MUDANÇA RADICAL NA VIDA DOS MESTRES



Cursos para professores: atualização pedagógica

Os cursos oferecidos pela Bahia Sul colocaram os professores em contato com algumas técnicas de ensino de que ainda não tinham ouvido falar. "A maioria não tinha formação alguma para lecionar", lembra o professor José Teixeira Neto, o Zelão, um dos monitores dos cursos.
Uma das alunas, Andréa Helena Flor, que dá aulas para a terceira série, conheceu materiais didáticos novos para ela. Passou a usar com freqüência cubos, placas e barras de madeira ou papel no ensino de Matemática.

Em Português, uma novidade foi a mudança do comportamento do professor diante dos erros de escrita cometidos pelos alunos. A palavra errada deixou de ser riscada em vermelho e começou a ser assinalada com uma seta. O aluno passou então a ser convidado a consultar um dicionário e corrigir por si mesmo a palavra errada.

O NOVO EMPREGO DA ALUNA APLICADA

Luciana Brandão era uma professora recém-formada quando ingressou no curso da Bahia Sul. Foi uma aluna dedicada e lia tudo o que a equipe do Universitário lhe indicava. Em pouco tempo, adotou um novo estilo de aula. Pôs as crianças em contato com revistas, receitas culinárias e outros tipos de texto para melhorar a escrita e a leitura. Passou a ver os alunos como autores, estimulando-os a produzir livrinhos. Quando o curso terminou, ela foi uma das primeiras contratadas para lecionar no Colégio Leon Feffer.



Luciana (de colete branco) e as crianças da segunda série:
novo estilo de dar aula.

Colégio Leon Feffer
R. Pau Brasil, 310, Jardim dos Eucaliptos, CEP 45933-000, Mucuri, BA,
Tel. (073) 805-2266