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SÃO PAULO - Nas questões sobre conceitos de Biologia, Patrícia Martins Pereira, da Educon, acredita que o Enem possa usar enunciados que abordem gripes e pandemias. "No ano passado tivemos pandemia de dengue no Rio e apareceu questão sobre a peste negra. Acho que este ano não será diferente. Tivemos gripe suína, pode aparecer questão sobre esse tema ou outros correlatos.”
Os 200 anos de Darwin e a Teoria da Evolução são “assunto quente” para o novo Enem. “Entra uma gama gigantesca de assuntos correlacionados, como o darwinismo social, a eugenia, até seleção de gado no pasto ou correlacionar com a gripe espanhola e as mortes daquela época.”
Outras apostas de Patrícia são sustentabilidade, relacionando temas como lixo, reciclagem, coleta seletiva de materiais, e biocombustíveis. |
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Elida Oliveira - Especial para O Estado de S. Paulo
Professor de história fala sobre atualidades para prova de Ciências Humanas do Enem
Oriente Médio, crise financeira mundial, o populismo e as ditaduras na América Latina são algumas das apostas |
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SÃO PAULO - O palestrante de história da Educon, Benedito Carlos dos Santos, aposta em questões sobre Oriente Médio, crise financeira mundial, o populismo e as ditaduras na América Latina e o papel do Brasil no cenário mundial.
Antonio Carlos da Costa Ramos, professor de História do Etapa, também mencionou a relação do Brasil com as nações vizinhas, rumos da diplomacia brasileira, a mobilização pela não-proliferação das armas nucleares e as cotas raciais. "Fala-se muito em cotas e a ideia da raça pode ser cruzada com conceitos da biologia, com o colonialismo, a escravidão e a miscigenação do povo brasileiro." |
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Elida Oliveira - Especial para O Estado de S. Paulo
Enem
Questões ambientais, com fenômenos climáticos, ou ainda cenário geopolítico da América Latina são apostas para exame |
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SÃO PAULO - Para Omar Eumirgh, coordenador de geografia do Etapa, além das questões ambientais, comuns no Enem, é possível que o exame aborde temas como fenômenos climáticos (presença de ciclones e tornados no sul do Brasil), urbanização, enchentes e lixo. "Os alunos precisarão ter uma noção básica de grandes temas mundiais, como a população e a economia no mundo. Isso também correlacionado à realidade brasileira. Não devem cair temas locais, para não privilegiar alunos de uma determinada região, por exemplo."
Também pode ser abordados no exame o cenário geopolítico da América Latina, com os regimes populistas de esquerda da Venezuela de Hugo Chávez e da Bolívia de Evo Morales, além das divergências do presidente Fernando Lugo, do Paraguai, com o governo brasileiro a respeito da partilha da energia de Itaipu. “Há uma grande expectativa de que essa prova traga questões híbridas, que passem pela história, façam diálogo com a geografia, em um movimento complexo da região”, diz Milton Fernandes Filho, da Educon. |
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Elida Oliveira - Especial para O Estado de S. Paulo
Professores dão dicas de linguagens e redação para prova do Enem
Alunos devem ficar atendos com a influência do darwinismo na literatura e relação entre a linguagem culta e coloquial |
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SÃO PAULO - Em sociedade e literatura, Caio Fernando de Oliveira, da Educon, acredita que o grande viés da prova será a influência do darwinismo em obras literárias. “Temos em O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, o darwinismo social no crescimento urbano desorganizado. Também podem aparecer questões de Vidas Secas, do Graciliano Ramos, discutindo problemas sociais da seca. Apesar de o Enem não pedir livros, acho que essas linhas gerais vão permear a prova.”
Célia Passoni, coordenadora de Linguagens do cursinho Etapa, diz que os alunos poderão esperar questões que envolvam a relação entre a norma culta da linguagem com a linguagem coloquial ou a comparação entre imagens e registros do português em Portugal e no Brasil. “Em literatura eu acredito que vão privilegiar os modernos. Machado de Assis, com certeza, aparecerá”, diz. |
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Folha de São Paulo, 03/10/2008 - São Paulo SP
Ensino brasileiro está entre os piores, diz Bird
Conclusão é de estudo do Banco Mundial sobre serviços básicos para crianças na América Latina; país é 15º entre 19
FÁBIO TAKAHASHI DA REPORTAGEM LOCAL |
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Estudo divulgado ontem pelo Bird (Banco Mundial) aponta que, no Brasil, a oferta de serviços básicos para crianças é somente pouco superior à média da América Latina. Especificamente em educação, o país fica nas últimas colocações. Para fazer a análise, a entidade criou um indicador chamado Índice de Oportunidades Humanas, que analisa fatores de ensino e de moradia (acesso a água, energia e saneamento). Se considerados apenas os indicadores educacionais, o Brasil ficou em 15º lugar entre 19 países, atrás de Bolívia, Peru e República Dominicana. Os mais bem posicionados foram Chile, Jamaica e Argentina. Foram analisados o número de alunos que terminam a sexta série (antigo ginásio) na idade correta e a quantidade de crianças entre 10 e 14 anos na escola. Na escala de 0 a 100, o Brasil tirou 67 no indicador de educação. A média da região foi 76. Já na nota que condensa tanto fatores educacionais quanto de moradia, o país subiu para décimo, com nota 72. A média da região ficou em 70. De acordo com o estudo, "o Brasil está perto do acesso universal à eletricidade, a meio caminho no saneamento e tem muito o que fazer na educação".
Repetência - Na área de educação, o Brasil teve um desempenho ruim na quantidade de crianças na série compatível com a idade: foi melhor apenas que Nicarágua e Guatemala. Pesquisas nacionais e internacionais ligam a repetência a piores notas e aumento do abandono. Em relação ao número de jovens na escola, o Brasil está melhor (ficou na terceira posição). "Os dados mostram que a situação da educação no Brasil é ruim. Mas, até a década de 80, era calamitosa, quase nenhum aluno concluía a série na idade correta", afirmou o presidente do Inep (instituto de pesquisas do MEC), Reynaldo Fernandes. O próprio estudo do Banco Mundial afirma que o Brasil é um dos países da região que mais melhoraram sua condição de ensino em dez anos. "Tivemos bons avanços", disse a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar. "Quase universalizamos a matrícula, um esforço de 20 anos. "
Para aumentar o número de alunos na idade correta em cada série,a representante do governo Lula cita três ações: construção de 2.000 escolas de ensino infantil; investimento na educação de jovens e adultos, para ampliar a escolarização dos pais; e melhores condições de ensino. Para esta ação, Pilar destaca o aumento em um ano do fundamental; formação de 350 mil docentes; e a Provinha Brasil, aplicada na segunda série.
Metodologia - Além da oferta de serviços, o estudo considerou também a eqüidade; ou seja, se os benefícios chegam a todas as classes. Os aspectos considerados -matrículas nas escolas; crianças na série correta; acesso a água, energia e saneamento- foram escolhidos por serem "oportunidades essenciais para que as crianças tenham potencial para obterem melhores condições no futuro". |
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Portal Universia, 08/10/2008
Mantenha o ritmo na reta final do vestibular
Organização na revisão dos estudos pode ser caminho em direção a vaga
Por Larissa Leiros Baroni |
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Falta pouco mais de um mês para os principais vestibulares do país. Para quem vai entrar na disputa por uma vaga, não há muito mais o que fazer. Aos estudantes que embarcaram na maratona de estudos desde o início do ano, a dica é manter o ritmo e dedicar-se a uma boa revisão. Já para os que deixaram para a última hora não existe outra alternativa, a não ser tentar recuperar nesses últimos dias o que deveriam ter feito em alguns meses. Para todos os que estão na maratona, no entanto, a palavra-chave é "organização".
O primeiro passo, segundo o coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, é estruturar um roteiro de estudos especial para essa reta final. "Prepare um fluxograma, dividindo-o por dias e por período. Estabeleça as atividades que deverão ser realizadas a cada hora", sugere. Na opinião dele, essa organização é fundamental para a otimização do tempo, que tende a se tornar cada vez mais escasso. Mas de nada adianta fazer um cronograma sem estabelecer um planejamento estratégico de estudos. Nada de priorizar apenas uma ou outra matéria. "A maioria dos vestibulares tem uma fase multidisciplinar. Portanto, para passar no processo seletivo, o estudante terá que ir bem em todas as disciplinas, independente da carreira escolhida", enfatiza a coordenadora pedagógica do cursinho da Poli, Alessandra Venturi. Para tornar o dia de estudo mais produtivo, Nascimento recomenda que as matérias sejam diversificadas e intercaladas com pequenas pausas para descanso. "Um dia estuda Matemática e História, no outro Português e Física, depois Geografia e Química", exemplifica ele. A receita para não cansaré preciosa, acredite.
"O rendimento do aprendizado é melhor nas primeiras horas, depois se torna saturado. Os intervalos de descanso e a troca de matéria são estratégias para contornar essa saturação do cérebro", explica o coordenador do Anglo. Na fase da revisão, no entanto, o tempo precisa ser dedicado especialmente às disciplinas consideradas problemáticas, ou seja, aquelas que os estudantes possuem maior dificuldade. "Nesse momento é preciso fazer uma auto-avaliação para que essas deficiências sejam identificadas", aconselha o coordenador do curso pré-vestibular da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Otávio Augusto Rodrigues. Aos alunos matriculados em cursos preparatórios ele aconselha que a avaliação seja focada nos rendimentos das aulas.
Caso contrário, a sugestão é fazer uma das provas dos vestibulares passados. "Esses exames, geralmente, estão disponíveis no site das universidades." Para os mais atrasados a revisão terá que ser substituída por um estudo intensivo. "Não há milagre para que uma planta cresça de uma hora pra outra. É preciso cultivá-la e regá-la continuamente para que possa se desenvolver. O mesmo acontece com o processo de aprendizagem", compara Nascimento. Portanto, na opinião dele, a única possibilidade desse estudante se dar bem no processo seletivo é o resgate do tempo perdido. "A dedicação terá que ser bem mais intensa e focada, principalmente, nas matérias que possuem maior peso no vestibular, sem se esquecer das demais", alerta. Saber dosar o tempo é necessário para não entrar na paranóia e não comprometer a qualidade do estudo.
"É preciso se organizar para cumprir rigidamente o cronograma de estudo estipulado", afirma Alessandra. Segundo ela, de nada adianta tentar recuperar o atraso com as horas de sono ou da alimentação. "Respeitar às oito horas de sono e ter uma boa alimentação é fundamental para a retenção do conteúdo aprendido durante o dia", explica. Para Otávio, nessa reta final a dedicação ao estudo deve ser de no mínimo oito horas diárias. "Para quem não estudou muito nos meses anteriores vale a pena também aproveitar as horas dos sábados e domingos", sugere ele. Segundo Nascimento, no entanto, isso não significa que o lazer terá que ser banido do cronograma. "É preciso ter horas para o descanso, sim. Até como estratégia para melhorar a assimilação do conhecimento. Mas nesse momento ele deve ser secundário", diz. "Se observar que o estudo não está rendendo, pare e dê uma volta. Não teime com o cansaço", recomenda o coordenador. |
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Estratégias para reter conhecimento |
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Enfrentar esses últimos meses de estudos seria muito mais fácil, se existisse uma fórmula mágica para a retenção do conhecimento. Mas infelizmente não existe. De acordo com a professora da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), Myriam Krasilchik, cada estudante tem sua própria forma de estudar. "As estratégias para a assimilação do conhecimento dependem das características pessoais dos alunos. Não há normas e padrões", conta ela. Enquanto há estudantes que preferem estudar sozinhos, existem outros que rendem mais na companhia dos colegas.
Uns optam por fazer esquemas ou resumos, outros pela gravação do conteúdo. "Por isso, é recomendável que cada um identifique a sua própria estratégia e abuse dela nos processos de estudos", orienta Myriam. Mas, independente do perfil do estudante, a coordenadora do cursinho da Poli acredita que a prática é o melhor recurso para a assimilação do conhecimento.
"A realização de exercícios é fundamental para comprovar se o aluno realmente compreendeu a matéria", conta Alessandra, que recomenda aos pré-vestibulandos aplicação nos exercícios práticos, nos simulados e principalmente nas provas dos vestibulares passados. "Assim o candidato poderá se ambientar mais a respeito do que será cobrado dele no processo seletivo, além de prepará-lo psicológica, física e intelectualmente", garante. A prática da redação também não pode ser deixada de lado. "Desenvolva textos sobre acontecimentos da atualidade e peça para que algum professor faça as devidas correção", orienta Alessandra. Nesse processo, é recomendado ainda a leitura constante de jornais, revistas e livros. "Não só para ampliar o poder de argumentação, mas também para desenvolver a capacidade de interpretação de texto", diz. "De nada adianta dominar todo o conceito técnico, se não souber interpretar o que a questão pede", completa. Para o melhor preparo à prova de Literatura, Nascimento sugere, além da leitura dos livros obrigatórios, a leitura de críticas a respeito das obras. "Outra alternativa é assistir suas adaptações no cinema e no teatro", aponta ele.
Já para as disciplinas que exigem a memorização de fórmulas ou datas, Otávio propõe a reprodução contínua delas. "Pendure essas regras, por exemplo, por seu quarto. Assim, toda vez que passar por ela, terá a oportunidade de vê-la, até memorizá-la." |
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21/05 - 17:28 Redação com Agência Brasil
Pelo menos 35 universidades federais confirmam participação no novo Enem
BRASÍLIA - Balanço atualizado nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação (MEC) aponta que 35 das 55 universidades federais decidiram pela utilização do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em seus processos seletivos. As instituições que tivessem intenção de aderir ao novo Enem como prova única, em substituição ao vestibular tradicional, ou primeira fase tinham até a última quarta-feira para informar a decisão ao MEC. |
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Das universidades que já optaram pela adesão, pelo menos 24 delas vão usar o Enem em substituição total ao processo seletivo ou como primeira fase de seleção. Algumas universidade vão aplicar a regra a todas os cursos, outras aderem ao novo modelo para o preenchimento de um percentual específico de vagas.
Além dessas duas modalidades, o ministério apresentou outras duas opções de adesão às instituições. Elas poderão utilizar o resultado do Enem para compor parte da nota do aluno no processo seletivo ou para seleção de estudantes para preenchimento de vagas remanescentes.
Os candidatos que quiserem disputar vagas em uma dessas 35 universidades devem participar da edição 2009 do Enem. O cronograma do Ministério da Educação (MEC) prevê que o período de inscrições seja de 15 de junho a 17 de julho. A prova deve ser aplicada nos dias 3 e 4 de outubro.
Além das adesõses confirmadas para 2009, a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) decidiram que vão aderir ao exame para os processos seletivos a partir de 2010. Segundo o MEC, as quatro novas universidades federais (veja abaixo) que aguardam aprovação do Congresso Nacional para serem criadas também adotarão o Enem como processo seletivo.
Os números do balanço ainda podem mudar, já que 15 instituições ainda estão decidindo em seus conselhos universitários se vão aderir ou não à proposta. O MEC vai analisar possíveis decisões que sejam tomadas após o prazo vencido ontem. |
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Veja a lista das universidades que já confirmaram a adesão em 2009: |
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Norte
Universidade Federal da Amazônia (UFAM): A nota do Enem será usada como fase única para preencher 50% das vagas.
Nordeste
Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf): Adota o Enem como fase única e para vagas remanescentes.
Universidade Federal da Bahia (UFBA): Adota como fase única para os cursos da modalidade Bacharelado Interdisciplinar e o curso superior de tecnologia.
Universidade Federal de Sergipe (UFS): Vai utilizar o novo Enem para preenchimento de vagas remanescentes.
Universidade Federal do Maranhão (UFMA): Adota o Enem como fase única e para vagas remanescentes.
Universidade Federal do Piauí (UFPI): Adota como fase única para 50% das vagas e para preencher vagas remanescentes.
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): Adota o Enem como primeira fase.
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE): Adota o Enem em fase única e para preenchimento de vagas remanescentes.
Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa): Adota o Enem em fase única e para o preenchimento de vagas remanescentes a partir de 2009.
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB): O novo Enem será utilizado como fase única para 70% das vagas ofertadas e na composição da nota do aluno para os 30% de vagas restantes. As vagas remanescentes também serão preenchidas pelo Enem.
Centro-Oeste
Universidade Federal de Goiás (UFG): Já utiliza 20% da nota do Enem na primeira fase do vestibular.
Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT): Já utiliza 20% da nota do Enem combinada ao resultado do vestibular tradicional.
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS): Adota o Enem como primeira fase e para o preenchimento de vagas remanescentes.
Universidade Federal de Grande Dourados (UFGD): Adota o Enem apenas para o preenchimento de vagas remanescentes.
Sudeste
Universidade Federal do ABC (UFABC): Adota o Enem como fase única e para o preenchimento de vagas remanescentes.
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): Todos os cursos adotam o Enem pelo menos como primeira fase e para o preenchimento de vagas remanescentes.
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM): O Enem será utilizado como fase única para preencher 50% das vagas do processo seletivo, além das vagas remanescentes.
Universidade Federal de Viçosa (UFV): O Enem vai compor 50% da nota do vestibular e será adotado como critério para preencher as vagas remanescentes.
Universidade Federal Fluminense (UFF): O Enem será utilizado para compor parte da nota da primeira fase. A nota do exame também servirá como bônus de 10% a 15% para a nota da segunda fase de alunos das redes públicas.
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ): Adota como fase única e para o preenchimento das vagas remanescentes.
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES): Aprovou o uso do Enem como primeira fase.
Universidade Federal de Alfenas (Unifal): Adota o Enem como fase única e para preencher vagas remanescentes.
Universidade Federal de Itajubá (Unifei): Adota o Enem como primeira fase.
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF): O aluno poderá optar entre usar a nota do Enem na primeira fase ou fazer o vestibular tradicional.
Universidade Federal de Lavras (UFLA): O Enem será utilizado como fase única.
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP): Já adota o Enem como 50% da nota da prova de Conhecimentos Gerais da primeira fase.
Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ): De 10% a 25 % das vagas serão preenchidas pelo Enem, como fase única. O exame também será utlizado para preenchimento de vagas remanescentes.
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio): Adota o Enem como fase única e para preencher vagas remanescentes.
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): Adota o Enem como primeira fase.
Sul
Universidade Federal do Rio Grande (FURG): O Enem vai compor 50% da nota do vestibular. Também será utilizado para preenchimento de vagas remanescentes.
Universidade Federal de Pelotas (UFPel): Adota o Enem em fase única e para as vagas remanescentes.
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): O Enem vai compor 20% da nota do candidato. O aluno poderá optar por utilizar ou não a nota do exame no processo seletivo.
Universidade Federal do Paraná (UFPR): A nota do processo seletivo será composta pela combinação do resultado do Enem (10%) e do vestibular tradicional (90%).
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR): Adota o Enem em fase única.
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA): Adota o Enem como fase única e para o preenchimento de vagas remanescentes.
Universidades Novas* (que aguardam aprovação pelo Congresso para entrar em funcionamento):
* Todas adotam como fase única
- Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)
- Universidade Federal da Integração Amazônica (Uniam)
- Universidade Luso Afro-Brasileira (Unilab)
- Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) |
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Estado de Minas, 06/07/2009 - Belo Horizonte MG
Educação começa cedo
João Luís de Almeida Machado - Doutor em educação pela PUC-SP |
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“Uma criança de 8 anos, que recebeu estímulos cognitivos aos 3, conta com um vocabulário de cerca de 12 mil palavras – o triplo do de um aluno sem a mesma base precoce. E a tendência é que essa diferença se agrave. Faz sentido. Como esperar que alguém que domine tão poucas palavras consiga aprender as estruturas mais complexas de uma língua, necessárias para o aprendizado de qualquer disciplina? Por isso as lacunas da primeira infância atrapalham tanto”, disse James Heckman, economista da Universidade de Chicago, ganhador do Prêmio Nobel. Se alguém tem dúvidas ou questionamentos quanto à importância da educação nos primeiros anos de vida, nada melhor que dados e números para comprovar esse fato. Partindo desta premissa, ou seja, a de que dados e estatísticas comprovam ações e práticas em educação e programas sociais, o economista James Heckman defende não só a importância da educação infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental, mas também o valor da participação, incentivo e proximidade da família no processo de formação das crianças.
A diferença existente entre uma criança estimulada, e neste caso é preciso considerar como bases de estímulo tanto a escola quanto a família, equivale a ter um acervo de palavras que é, no mínimo, três vezes maior do que aquelas que não tiveram igual incentivo em seus lares e escolas. E este vácuo criado entre crianças que tiveram diferentes origens em seus processos de ensino-aprendizagem dificilmente será tirado mais tarde ou, se isto ocorrer, será a um custo 60% mais caro para a sociedade, conforme dados do próprio economista. O preparo qualificado nas escolas, apoiado pela família, permite que a criança cresça mais rica quanto às suas bases culturais, ao mesmo tempo em que lhe garante melhor saúde (emocional e física) e, certamente, repercute em suas condicionantes sociais, melhorando sua capacidade de se relacionar com as outras pessoas a seu redor. Desenvolve-se, conforme observa Heckman, não apenas as capacidades cognitivas, aquelas relacionadas ao QI (quociente de inteligência), mas também as sociais e emocionais.
Sabe-se hoje que, do mesmo modo que é importante conhecer a caixa de ferramentas e utilizá-la do modo mais eficiente possível, cabe também a todos desenvolver-se quanto às habilidades relacionais, de interação social. São elas que garantem às pessoas o acesso ao trabalho, a expansão de possibilidades profissionais e sociais, o bom relacionamento em todos os ambientes que as pessoas frequentam, a capacidade de motivar-se para desafios, o controle pessoal em situações diversas.
A escola complementa o trabalho de lapidação e polimento da pedra preciosa que é uma criança ao lhe dar subsídios sociais e culturais que a inserem na sociedade em pé de igualdade com os demais seres humanos. Cabe à família, no entanto, o crucial papel de fazer com que seus filhos tenham bases de ação, pensamento e moral que lhes permitam entrar na escola, literalmente, pela porta da frente. Isto significa que, se não há um trabalho de incentivo e educação anterior e paralelo ao trabalho escolar realizado pelas redes de ensino regulares por parte da família, o prejuízo para as crianças, as famílias e a sociedade como um todo é grandioso. Reduzir este raciocínio a números pode parecer mesquinho demais, mas foi a forma encontrada para demonstrar a todos o quanto custa a um país ter uma educação desqualificada em suas bases. Em termos do mundo real, poderíamos dizer que isso significa violência, famílias desestruturadas, consumo crescente de drogas, propagação de doenças que poderiam ser evitadas, aumento dos índices de pobreza. No que tange à importância da família, Heckman coloca em pauta a necessidade de a escola orientar os pais e demais familiares que têm contato com as crianças em idade escolar quanto às ações e práticas que deveriam ser regularmente adotadas em seus lares para incentivar os estudos e o enriquecimento social e cultural destes infantes.
Vivemos um tempo em que os pais, devotados ao trabalho, participam menos da formação de seus filhos do que há 20 ou 30 anos. Apesar do grande acesso a informação e dados, estas famílias carecem de maior tempo e esclarecimento quanto às formas e meios de melhorar o relacionamento e incentivar seus filhos para a vida familiar, escolar e social. Neste sentido, é urgente que auxílio surja e, certamente, não existe melhor e mais qualificada instituição para esse fim do que a escola. |
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Revista Veja, Edição, 2120
Os meninos-lobo
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"Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo"
Cláudio de Moura Castro
No velho conto de Rudyard Kipling Mogli, o Menino-Lobo, o autor descreve uma criança que, adotada por uma loba, cresce sem jamais haver usado uma só palavra humana, até ser encontrada e se integrar à sociedade. O conto é atraente, mas cientificamente absurdo. Porém, houve outros casos, supostamente reais, de crianças criadas por animais. E também casos reais (até recentes) de crianças que cresceram isoladas e sem oportunidades de aprender a falar. Faz tempo, meninos-lobo e outros jovens criados sem interação humana despertaram o interesse da psicologia cognitiva e da linguística. A razão é que seriam um experimento natural que permitiria responder a uma pergunta crucial: esses jovens, sem conhecer palavras, poderiam pensar como os demais humanos?
A questão em pauta era decidir se pensamos porque temos palavras ou se seria possível pensar sem elas. Como os meninos-lobo não conheciam palavras, se podiam pensar, teria de ser sem elas. Nos diferentes casos de crianças criadas em isolamento, ficou clara a enorme dificuldade de ajustamento que elas encontraram ao ser reabsorvidas pela sociedade. Muitas jamais se ajustaram, fosse pelo trauma do isolamento, fosse pela impossibilidade de pensar humanamente sem palavras. Mas o fato é que não desenvolveram um raciocínio (abstrato) classicamente humano. O interesse pelos meninos-lobo feneceu. Mas se aprendeu muito desde então, e hoje não se acredita que o pensamento sem palavras seja possível – pelo menos, o pensamento simbólico que é a marca dos seres humanos. Ou seja, Mogli não seria capaz de pensar.
"Vivemos em um mundo de palavras", diz o celebrado antropólogo Richard Leakey. "Nossos pensamentos, o mundo de nossa imaginação, nossas comunicações e nossa rica cultura são tecidos nos teares da linguagem...
A linguagem é o nosso meio... É a linguagem que separa os humanos do resto da natureza." Para o neuropaleontólogo Harry Jerison, precisamos de um cérebro grande (três vezes maior do que o de outros primatas) para lidar com as exigências da linguagem. Portanto, se pensamos com palavras e com as conexões entre elas, a nossa capacidade de usar palavras tem muito a ver com a nossa capacidade de pensar. Dito de outra forma, pensar bem é o resultado de saber lidar com palavras e com a sintaxe que conecta uma com a outra. O psicólogo Howard Gardner, com sua tese sobre as múltiplas inteligências, talvez diga que Garrincha tinha uma "inteligência futebolística" que não transitava por palavras. Mas grande parte do nosso mundo moderno requer a inteligência que se estrutura por intermédio das palavras. Quem não aprendeu bem a usar palavras não sabe pensar. No limite, quem sabe poucas palavras ou as usa mal tem um pensamento encolhido.
Talvez veredicto mais brutal sobre o assunto tenha sido oferecido pelo filósofo Ludwig Wittgenstein: "Os limites da minha linguagem são também os limites do meu pensamento". Simplificando um pouco, o bem pensar quase que se confunde com a competência de bem usar as palavras. Nesse particular não temos dúvidas: a educação tem muitíssimo a ver com o desenvolvimento da nossa capacidade de usar a linguagem. Portanto, o bom ensino tem como alvo número 1 a competência linguística. Pelos testes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), na 4ª série 50% dos brasileiros são funcionalmente analfabetos. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), a capacidade linguística do aluno brasileiro corresponde à de um europeu com quatro anos a menos de escolaridade. Sendo assim, o nosso processo educativo deve se preocupar centralmente com as falhas na capacidade de compreensão e expressão verbal dos alunos.
Ao estudar a Inconfidência Mineira, a teoria da evolução das espécies ou os afluentes do Amazonas, o aprendizado mais importante se dá no manejo da língua. É ler com fluência e entender o que está escrito. É expressar-se por escrito com precisão e elegância. É transitar na relação rigorosa entre palavras e significados. No conto, Mogli se ajustou à vida civilizada. Infelizmente para nós, Kipling estava cientificamente errado. Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo. |
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Revista Época, 23/05/2009
Profissionais do futuro não vão poder parar de estudar
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Numa economia mais rápida e inovadora, os trabalhadores vão precisar de aperfeiçoamento contínuo. Os mais bem-sucedidos serão os que combinam várias especialidades
Thiago Cid
Você já ouviu falar de um gerente de ecorrelações? É o sujeito encarregado de desenvolver programas ambientais da empresa em parceria com ONGs, governos e comunidades locais. O cargo praticamente não existe hoje. Mas deverá ser comum em 2020, dada a preocupação com o meio ambiente, segundo um estudo do Programa Profuturo, da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo. O estudo aponta várias profissões que mal existem agora e deverão estar em voga em 2020 (leia sobre dez delas no quadro abaixo). As previsões se baseiam em algumas mudanças na economia e na sociedade brasileiras: uma população mais velha (que demanda serviços específicos), a evolução da tecnologia e das comunicações, a necessidade do aperfeiçoamento contínuo de profissionais, o imperativo da inovação num mundo mais competitivo. Essas mesmas pressões vão afetar as carreiras tradicionais – talvez até o modo como encaramos a profissão. Eis as principais tendências.
Mais vida, mais trabalho - Com a queda nas taxas de natalidade, haverá menos jovens para ingressar no mercado de trabalho. Por isso, as empresas vão precisar das pessoas por mais tempo – pelo simples fato de que não terão como substituí-las. E as pessoas também vão precisar das empresas. Com o aumento da longevidade, a conta da aposentadoria fica mais complicada: teremos mais anos pela frente, e a maioria de nós terá de trabalhar até mais tarde, para poupar mais. Isso não quer dizer que os mais velhos ficarão em cargos de comando eternamente. Num mundo governado pelas inovações, a pressão pela mudança na chefia é muito forte. Pode se fortalecer a tendência de os profissionais desenvolverem, a partir da meia-idade, a segunda ou a terceira carreira.
O profissional transversal - Há muito tempo, um profissional estudava durante quatro ou cinco anos e aquele conhecimento lhe bastava pelos 35 anos seguintes. Esse tempo acabou, e a pressão pela atualização – ou revolução completa – dos conhecimentos só tende a aumentar. No futuro, as carreiras mais promissoras não serão formatadas apenas num curso superior específico. “Serão profissões transversais, que cruzam diversos campos do saber”, diz James Wright, diretor do Profuturo. Elas vão exigir, além da formação acadêmica tradicional, um esforço extra para entender de outras áreas. “Só com educação continuada o profissional vai se manter no mercado”, diz a pesquisadora Renata Spers, também do Profuturo. “Além de altamente especializados, os trabalhadores de 2020 terão de ser generalistas.”
Horas extras, muitas horas extras... - A receita não é nova. Para subir na carreira, o profissional terá de trabalhar cada vez mais duro – incluindo horas extras e cursos noturnos. Numa economia que cresce mais que a força de trabalho, é necessário aumentar a eficiência. E aumentar a eficiência significa, em geral, trabalhar mais. O avanço tecnológico é uma faca de dois gumes: ele aumenta a produtividade, mas também aumenta a possibilidade de estar conectados com o trabalho o tempo todo.
...com qualidade de vida - Daqui a uma década, a geração nascida entre 1980 e 1990 chegará aos cargos de chefia. É uma geração que preza a qualidade de vida e o desenvolvimento pessoal. O que significará essa troca de bastão? É possível que as empresas se tornem menos hierarquizadas – bem de acordo com uma economia mais avançada, em que decisões precisam ser tomadas não apenas no centro do poder, mas em cada ponta – e que isso traga oportunidades de crescimento sem ascensão profissional. Em outras palavras, é provável que muita gente desista da carreira tradicional e opte por atividades menos exigentes, remuneradas mais modestamente. O trabalho remoto – facilitado pela tecnologia – pode evoluir, mas não muito. “O trabalho remoto serve para algumas profissões, mas a maioria das pessoas precisa da interação com os colegas para ter novas ideias e coordenar os esforços”, diz Wright, do Profuturo.
Terceirizados, com projetos - A nova geração é mais propensa a trabalhar com projetos, pulando de uma empresa para outra com ainda mais versatilidade que a geração atual. Grandes empresas já sentem os efeitos dessa mudança de comportamento em seus estagiários e trainees. Elas desenvolvem programas atraentes com planejamento de vários anos de carreira, e vários deles dizem que não querem ficar muito tempo numa empresa só, pois aprenderiam menos. O que se configura para o futuro são empresas com executivos extremamente valorizados e equipes variáveis, muitas vezes terceirizadas. Essa mobilidade dribla uma dificuldade atroz no mercado brasileiro: a rigidez da legislação trabalhista. Ao abrir mão da carteira assinada – que traz altos custos para o empregador –, o profissional receberá mais dinheiro por seu trabalho. Esses prestadores de serviço devem seguir uma tendência percebida no setor agrícola: a formação de cooperativas. “Dessa forma, o terceirizado deixa de ser mão de obra e se torna empresário”, diz Luiz Carlos Barboza, diretor técnico do Sebrae. O setor de serviços é um dos mais promissores para 2020. Outro aspecto apontado por Barboza é a implementação da Lei do Microeemprendedor Individual, que começará a vigorar em julho. Ela vai facilitar o crédito e simplificar os impostos. Segundo o Ministério do Trabalho, 10,3 milhões de pessoas sairão da informalidade, criarão negócios e gerarão empregos.
O avanço feminino - No Brasil, elas ingressaram em massa no mercado de trabalho na década de 1980. Mas até hoje não ascenderam em grande número aos postos mais graduados das empresas. Há vários motivos para essa disparidade, desde um suposto machismo no mundo do trabalho até as escolhas pessoais de um grande número de mulheres que prefere a vida doméstica ou um trabalho menos estressante. Certamente não é falta de competência, como mostra um estudo da consultoria americana Catalyst, especializada em pesquisa sobre mulheres no trabalho. A pesquisa constatou que as grandes empresas americanas com muitas mulheres em cargos de comando pagaram a seus acionistas dividendos maiores que as demais. Não será um bom motivo para contratar mais mulheres?
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Estado de Minas, 09/06/2009 - Belo Horizonte MG
Sem gabarito: Estatística para pontuar o Enem |
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MEC usa teoria de resposta ao item que avalia o comportamento do candidato diante de cada questão no Exame Nacional do Ensino Médio. O sistema é complexo: um aluno que acertar menos questões pode ter mais pontos que um estudante que for melhor. Entenda aqui esse quebra-cabeça
Glória Tupinambás
Sabe aquela mania de terminar o vestibular e sair correndo para conferir o gabarito? Pois é, esse hábito vai cair de moda com a nova versão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No teste, que deve substituir os tradicionais processos seletivos nas universidades federais do Brasil, não será mais possível conferir o resultado por conta própria. Quem dará a nota final é o Ministério da Educação (MEC), que vai usar um superprograma de estatística, chamado Teoria da Resposta ao Item (TRI), para calcular a pontuação. E nem adianta queimar neurônios e fosfato para tentar decifrar essa fórmula, pois ela não é nada simples. Aliás, é tão complexa que um aluno que acertar menos questões pode ter mais pontos que outro estudante que tiver maior número de acertos.
A explicação desse modelo estatístico passa, primeiramente, por um sistema de pesos das questões. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC), responsável pela elaboração e correção do Enem, as perguntas serão agrupadas, de acordo com o grau de dificuldade, em três conjuntos – fáceis, médias e difíceis. E as questões mais complicadas valerão mais pontos que as demais. Numa comparação, o Enem vai se parecer mais com um jogo de basquete do que com uma partida de futebol. “No futebol, vence quem fizer mais gols. Já no basquete, as cestas valem pontos diferentes. Há arremessos de três ou dois pontos, dependendo da distância do jogador à tabela”, afirma o matemático Jayme Queiroz de Mello, doutorando em estudos estatísticos.
Mas a complexidade da TRI não se resume à escala de pesos. De acordo com o Inep/MEC, o modelo estatístico permite calcular o comportamento de cada questão. Ou seja, é possível supor quando o aluno está chutando a resposta de uma determinada pergunta, de acordo com o que ele assinalou em outra questão. É uma dinâmica de erros e acertos que possibilita traçar o perfil de quem faz a prova. “Se o aluno vai bem nas perguntas mais difíceis, é porque ele, necessariamente, acertou muitas questões fáceis. Caso contrário, o sistema entende que ele chutou a resposta difícil. A explicação para isso é simples: não é possível alguém errar uma operação básica de matemática e, mesmo assim, solucionar uma questão de física, que depende de uma fórmula com muitas contas”, acrescenta Jayme.
Segundo o Inep, a aplicação da Teoria da Resposta ao Item no Enem é uma forma de permitir a comparação das notas do estudante ao longo do tempo. O programa de estatística, criado na década de 1970, já é usado pelo Ministério da Educação em outros exames, como a Prova Brasil e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O TRI também é usado pela maioria das universidades dos Estados Unidos, que selecionam alunos pelo teste conhecido como SAT. E, assim como nesses exames, o Enem não vai mais ter uma nota de 0 a 100. O resultado agora será um índice de proficiência dividido por áreas. Ou seja, o estudante terá cinco pontuações – de linguagens, de matemática, de ciências da natureza, de ciências humanas e de redação. O resultado será divulgado a partir da segunda quinzena de janeiro de 2010, quando os participantes do Enem vão receber, em casa, um boletim individual com as notas.
Em meio a esse turbilhão de novidades envolvendo o Enem, alunos de colégios e cursinhos pré-vestibulares não escondem a ansiedade e o medo. “Já estávamos inseguros com as mudanças, mas essa notícia de não poder mais conferir o gabarito vai desorientar a galera. É ruim fazer uma prova sem conhecer bem o estilo das questões e o nível de cobrança”, lamenta a candidata a uma vaga de medicina, Ana Luíza Azevedo, de 17 anos. O colega dela, João Henrique Moreira, também de 17, teme o cansaço durante o teste. “São 180 questões em dois dias de prova. Além disso, o Enem tem textos grandes nas questões, por isso acredito que vamos enfrentar uma maratona”, diz ele, que vai concorrer ao curso de jornalismo.
SIMULADO Para tranquilizar um pouco os estudantes, o MEC divulga ainda esta semana um simulado do Enem, com modelos de questões que serão cobradas na nova versão do exame. O teste terá cerca de 50 questões e deve ajudar na preparação dos alunos que vão se submeter ao teste em 3 e 4 de outubro. O prazo final para a divulgação do simulado termina sexta-feira, quando serão abertas as inscrições para o Enem. Segundo portaria do governo federal, publicada no fim do mês passado, as inscrições serão feitas exclusivamente pela internet.
Os alunos do 3º ano de escolas públicas e privadas poderão se inscrever entre os dias 15 de junho e 17 de julho. As pessoas que já concluíram os estudos em anos anteriores e estão interessadas em fazer o Enem terão um prazo um pouco maior de inscrição, entre 15 de junho e 19 de julho. Todos os candidatos vão receber, em casa, um cartão de confirmação da inscrição até 25 de setembro. Caso o documento não chegue na data prevista, é preciso entrar em contato com o Programa Fala Brasil (0800-616161) ou acessar o site. |
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Folha de São Paulo, 09/06/2009 - São Paulo SP
Universidades saberão resultado em 4 de dezembro |
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DA SUCURSAL DO RIO |
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Os primeiros resultados do próximo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) serão divulgados em 4 de dezembro para as instituições de ensino, que poderão consultá-las pela internet, para subsidiar seus processos seletivos. Das cinco notas que cada aluno receberá, quatro -correspondentes às questões de múltipla escolha- serão apresentadas nesse dia. A nota da redação, cuja correção demora mais, só será divulgada em 8 de janeiro de 2010. Segundo a assessoria de imprensa do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão responsável pelo Enem, os alunos só saberão o resultado a partir da segunda quinzena de janeiro, pela internet ou por meio de um boletim que será enviado ao endereço indicado pelo candidato. Para consultar o resultado pelo site do Inep, http://enem.inep.gov.br, serão necessários o CPF e a senha de acesso do inscrito, cadastrados na inscrição. A inscrição para o exame só será feita pela internet, de 15 de junho a 17 de julho. As provas acontecem em 3 e 4 de outubro. |
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Sex, 17 Abr, 07h45
USP aprova mudança no vestibular para este ano |
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A Universidade de São Paulo (USP) aprovou ontem mudanças no vestibular da Fuvest que já valem para o exame deste ano. O objetivo, segundo a pró-reitora de graduação, Selma Garrido Pimenta, é exigir formação mais geral dos candidatos. Com as alterações, a primeira fase do vestibular deixará de contar pontos para a nota final da prova, mas continua com 90 questões de múltipla escolha.
Já a segunda etapa terá agora três dias e cobrará todas as disciplinas do ensino médio. Até o ano passado, apenas português e redação eram obrigatórias para todos os cursos. O restante dos exames era definido conforme a carreira escolhida. O projeto da reitoria teve 23 votos a favor e 10 contra. Outras 7 unidades preferiram não votar na reunião do conselho de graduação. As mudanças foram noticiadas com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo no início de março.
A maior queixa dos que discordavam da proposta era a rapidez com que a reitoria apresentou e colocou em votação. Este é o último ano da gestão da reitora Suely Vilela. "Não éramos contra a proposta, mas uma mudança como essa deveria ter sido mais discutida. Defendíamos que fosse implementada no vestibular do ano que vem", disse o presidente da comissão de graduação da Escola Politécnica, Paul Jean Jeszensky. Além da Poli, o Instituto de Matemática e Estatística, o de Física e a Odontologia, de Bauru, votaram contra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. |
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11/05 - 11:17 - Isis Nóbile Diniz
São Paulo, o Estado rebaixado no Enem |
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Conheça detalhes que podem ter influenciado a classificação das escolas paulistas na avaliação. |
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Fátima* paga uma mensalidade de 541 reais. Seu filho cursa o sexto ano do ensino fundamental em um colégio da Zona Sul da cidade de São Paulo, que era considerado uma escola de qualidade pela mãe. Até o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep ) divulgar as notas dos estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A média nacional é de 50,52 pontos. A escola em questão se classificou nessa faixa.
A mãe ficou preocupada. “Deveria trocar meu filho de escola?”, reflete Fátima. Os especialistas dizem que, necessariamente, não. O resultado da avaliação é um indicador do ensino, mas outras questões devem ser consideradas pelos pais. O enfoque pedagógico da escola, os valores e a atenção que os pais dão aos filhos e a preocupação do aluno com relação aos estudos podem estar refletidos nos números do Enem.
“O resultado ruim não demonstra necessariamente que a escola não é boa”, diz Ana Paula Mariotto Prado, psicopedagoga da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (EDAC). “Há boas escolas que não obtiveram uma classificação satisfatória, pois trabalham com os alunos priorizando outros aspectos. Não apenas o conteúdo escolar. Como, por exemplo, senso crítico e criatividade. Ou possuem alunos com dificuldades de aprendizagem”, explica.
Evaldo Colombini Miranda, coordenador da Educon, consultoria em educação, sugere que o pai – ou responsável – avalie a escola tirando uma média dos três últimos resultados do Enem. “Se o pai notar uma média sempre baixa, estamos diante de uma escola a ser questionada”, conta Miranda. Neste caso, trocar o filho de colégio ou conversar sobre o resultado com a instituição devem ser questionados.
Julgar a qualidade de ensino se baseando no resultado de apenas um ano pode ser arriscado. “Um grupo menos qualificado prejudicariam a escola em um ano específico”, diz Miranda. “Outra possibilidade é de que os alunos não estejam preocupados com este tipo de avaliação geral da sua escola e da visão da sociedade quanto a isso”, afirma Prado.
Generalizando o desempenho de São Paulo no Enem, nota-se que as escolas públicas paulistas aparecem no final da lista. “Elas são ruins em todo o País. Não é um 'privilégio' paulista”, diz Miranda. As exceções são as escolas públicas, principalmente técnicas, com procura elevada. Para o coordenador, elas selecionam seus alunos e, consequentemente, apresentam desempenho acima da média.
No caso dos colégios particulares, o coordenador da Educon acredita que “vamos da excelência à mediocridade”. Algumas escolas ficaram entre as 20 melhores classificadas, enquanto muitas figuram os últimos lugares. Reflexo do ensino de má qualidade. Além disso, dois fatores são relevantes para Miranda: “São Paulo atende um público (em colégios particulares) sensivelmente maior do que os demais Estados. O que orienta a organização das escolas de ensino médio, em especial as particulares, é o vestibular”.
Os outros Estados brasileiros oferecem menos opções de ensino superior do que São Paulo. “Em algumas regiões, a única alternativa é a universidade federal local. A motivação para um maior desempenho é proporcionalmente maior nos alunos dos demais Estados”, acredita Miranda.
Assim, os alunos paulistas se tornariam menos exigentes. O que não deveria justificar a má classificação no Enem. “Mas o interesse e esforço dos alunos e a participação constante da família influenciam nesse resultado”, diz Prado.
O que fazer para melhorar o ensino
Os entrevistados indicam pontos da educação que devem ser analisados ou exigidos:
- A vida escolar dos filhos deve ser acompanhada pelos responsáveis desde a educação infantil, percebendo as facilidades e dificuldades da criança. Devem observar como a escola se posiciona com relação a isso, não apenas questionar a classificação no Enem. Cada aluno necessita de um tipo de ensino, os responsáveis precisam analisar e optar pela metodologia adequada;
- A preocupação, cuidado e participação dos pais – ou responsáveis - na escola deve ser frequente. A discussão sobre o resultado no Enem é apenas mais um momento de reflexão, não o único;
- É importante que o jovem curse uma faculdade de qualidade. Antes disso, o aluno deve ter uma formação com valores pessoais para que possa atuar na sociedade de maneira efetiva. Essa formação ao longo dos anos é dada pela família, escola e sociedade;
- No colégio, as principais melhorias estão relacionadas aos recursos humanos da instituição, em especial os professores. Os responsáveis devem verificar a qualidade do corpo docente como sua formação e sua experiência;
- Procurar saber se o projeto pedagógico é utilizado como guia das ações educativas. Verificar se ocorrem reuniões pedagógicas para a equipe técnica da escola e os professores discutirem as práticas e os objetivos educacionais;
- Observar a grade horária, se contempla as necessidades do aluno. Checar como funciona o sistema de avaliação. Por exemplo, se a escola facilita a aprovação ou exige demais visando apenas resultados como de vestibulares;
- Por fim, compreender o que o próprio responsável deseja à criança e se a escola em que ela estuda contempla essa ambição.
* A entrevistada preferiu não revelar sua identidade. |
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SIMULADO EDUCON REALIZADO NO COLÉGIO MIGUEL DE CERVANTES
EM 20.09.08 |
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43. (FATEC)

Em 1942, os Estúdios Disney lançaram o filme "Alô, Amigos", no qual duas aves domésticas se encontram: o Pato Donald e o papagaio Zé Carioca. Este, afável e hospitaleiro leva o ilustre norte-americano a conhecer as maravilhas do Rio de Janeiro, como o samba, a cachaça e o Pão de Açúcar. A criação de um personagem brasileiro por um estúdio americano fazia parte, naquele momento,
a) da política de boa vizinhança praticada pelos EUA, que viam a América do Sul como parte do círculo de segurança de suas fronteiras durante a Segunda Guerra Mundial.
b) do claro descaso dos norte-americanos com o Brasil, ao criar um personagem malandro como forma de desqualificar o povo brasileiro.
c) do medo que os norte-americanos tinham, porque o Brasil se tornava uma grande potência dentro da América do Sul e começava a suplantar o poderio econômico americano.
d) do projeto de expansão territorial norte-americana sobre o México, projeto esse que necessitava de apoio de outros países da América Latina, entre eles o Brasil.
e) da preocupação norte-americana com a entrada do Brasil na Segunda Guerra, ao lado da Alemanha nazista, e com a implantação de bases navais alemãs no porto de Santos.
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PROVA DA UNICAMP – 1ª FASE
17/11/2008
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A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA
Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares. (ai começou a besteira)
Com os 800.000 dólares. Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou tv de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.
Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez...
O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil....parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.
Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca.
Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da tv de plasma e do cartão de crédito.
Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não haviam compradores ou os que haviam só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.
Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir...
Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó.
Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.
Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.
Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.
Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.
O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.
O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.
O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente.
No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana, dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.
O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.
No dia 15 de Setembro de 2008, o Lehman Brothers pediu falência, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos ) pontos no Indice Dow Jones, que mede o valor ponderado das ações das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York - a maior queda em um único dia, desde a quebra de 1929 ...
O mês de setembro, certamente, será lembrado - novamente- para sempre na história do capitalismo. |
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A escola que não ensina
Carlos José Marques
Os índices de educação no Brasil continuam a trazer más surpresas. Muitos falam no aumento da quantidade de crianças e jovens que vão às escolas.
Mas por trás desse avanço do ingresso de alunos ainda estão muitas distorções. O IBGE revelou na semana passada que mais de 2,1 milhões de estudantes, com idade entre sete e 14 anos, podem ser considerados analfabetos. Em outras palavras: são jovens que freqüentam ou estão matriculados em instituições de ensino, mas não estão aprendendo.
O quadro é desolador: basta verifi car que este número corresponde a 87,2% dos 2,4 milhões de analfabetos que o Brasil tem na faixa de idade entre sete e 14 anos. Os outros 300 mil estão à margem, absolutamente fora do sistema de ensino. Nos números do instituto dá para se
notar ainda que cerca de 30% das crianças com sete anos matriculadas nas escolas não sabem ler e escrever. Essa é considerada a idade fundamental na trajetória de formação dos jovens. E logo nessa faixa etária os números não são nada animadores. Em especial quando se olha para a parte de cima do mapa. A desigualdade social e regional do País tem impacto forte nas estatísticas. No Nordeste do Brasil, o índice dos analfabetos de sete anos sobe para 44%. No Norte, para 39,6%.
O que o trabalho do IBGE traduz essencialmente é que as autoridades, o Estado e o sistema como um todo têm falhado no objetivo básico da educação. Seja pelo conteúdo didático inadequado, seja pela falta de investimentos na
formação dos professores, pela má qualidade das estruturas educacionais ou pelo conjunto dessas defi - ciências. A educação, como todos sabem, é a pedra fundamental no desenvolvimento de qualquer país.
E o Brasil tem demorado a fazer o salto de padrão nessa área – podendo vir a comprometer todo o resto. O orçamento destinado pelo governo para tirar o atraso, que vem de décadas de descaso, está longe do ideal. A sociedade, em um grande mutirão que reúna a iniciativa pública e privada, tem que se mobilizar para reverter essa rea lidade. E um dos caminhos é afastar da frente a idéia da escola que não ensina, que serve apenas como fachada de marketing para interesses eleitoreiros. Já seria um bom começo. |
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Folha de São Paulo, 03/10/2008 - São Paulo SP
Ensino brasileiro está entre os piores, diz Bird
Conclusão é de estudo do Banco Mundial sobre serviços básicos para crianças na América Latina; país é 15º entre 19
FÁBIO TAKAHASHI DA REPORTAGEM LOCAL
Estudo divulgado ontem pelo Bird (Banco Mundial) aponta que, no Brasil, a oferta de serviços básicos para crianças é somente pouco superior à média da América Latina.
Especificamente em educação, o país fica nas últimas colocações. Para fazer a análise, a entidade criou um indicador chamado Índice de Oportunidades Humanas, que analisa fatores de ensino e de moradia (acesso a água, energia e saneamento). Se considerados apenas os indicadores educacionais, o Brasil ficou em 15º lugar entre 19 países, atrás de Bolívia, Peru e República Dominicana. Os mais bem posicionados foram Chile, Jamaica e Argentina. Foram analisados o número de alunos que terminam a sexta série (antigo ginásio) na idade correta e a quantidade de crianças entre 10 e 14 anos na escola.
Na escala de 0 a 100, o Brasil tirou 67 no indicador de educação. A média da região foi 76. Já na nota que condensa tanto fatores educacionais quanto de moradia, o país subiu para décimo, com nota 72. A média da
região ficou em 70. De acordo com o estudo, "o Brasil está perto do acesso universal à eletricidade, a meio caminho no saneamento e tem muito o que fazer na educação".
Repetência - Na área de educação, o Brasil teve um desempenho ruim na quantidade de crianças na série compatível com a idade: foi melhor apenas que Nicarágua e Guatemala. Pesquisas nacionais e internacionais ligam a repetência a piores notas e aumento do abandono. Em relação ao número de jovens na escola, o Brasil está melhor (ficou na terceira posição). "Os dados mostram que a situação da educação no Brasil é ruim. Mas, até a década de 80, era calamitosa, quase nenhum aluno concluía a série na idade correta", afirmou o presidente do Inep (instituto de pesquisas do MEC), Reynaldo Fernandes.
O próprio estudo do Banco Mundial afirma que o Brasil é um dos países da região que mais melhoraram sua condição de ensino em dez anos. "Tivemos bons avanços", disse a secretária
de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar. "Quase universalizamos a matrícula, um esforço de 20 anos." Para aumentar o número de alunos na idade correta em cada série, a representante do governo Lula cita três ações: construção de 2.000 escolas de ensino infantil; investimento na educação de jovens e adultos, para ampliar a escolarização dos pais; e melhores condições de ensino. Para esta ação, Pilar destaca o aumento em um ano do fundamental; formação de 350 mil docentes; e a Provinha Brasil, aplicada na segunda série.
Metodologia - Além da oferta de serviços, o estudo considerou também a eqüidade; ou seja, se os benefícios chegam a todas as classes. Os aspectos considerados -matrículas nas escolas; crianças na série correta; acesso a água, energia e saneamento- foram escolhidos por serem "oportunidades essenciais para que as crianças tenham potencial para obterem melhores condições no futuro".
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Portal Universia, 08/10/2008
Mantenha o ritmo na reta final do vestibular
Organização na revisão dos estudos pode ser caminho em direção a vaga
Por Larissa Leiros Baroni
Falta pouco mais de um mês para os principais vestibulares do país. Para quem vai entrar na disputa por uma vaga, não há muito mais o que fazer.
Aos estudantes que embarcaram na maratona de estudos desde o início do ano, a dica é manter o ritmo e dedicar-se a uma boa revisão. Já para os que deixaram para a última hora não existe outra alternativa, a não ser tentar recuperar nesses últimos dias o que deveriam ter feito em alguns meses.
Para todos os que estão na maratona, no entanto, a palavra-chave é "organização". O primeiro passo, segundo o coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, é estruturar um roteiro de estudos especial para essa reta final. "Prepare um fluxograma, dividindo-o por dias e por período.
Estabeleça as atividades que deverão ser realizadas a cada hora", sugere. Na opinião dele, essa organização é fundamental para a otimização do tempo, que tende a se tornar cada vez mais escasso. Mas de nada adianta fazer um cronograma sem estabelecer um planejamento estratégico de estudos. Nada de priorizar apenas uma ou outra matéria. "A maioria dos vestibulares tem uma fase multidisciplinar. Portanto, para passar no processo seletivo, o estudante terá que ir bem em todas as disciplinas, independente da carreira escolhida", enfatiza a coordenadora pedagógica do cursinho da Poli, Alessandra Venturi. Para tornar o dia de estudo mais produtivo,
Nascimento recomenda
que as matérias sejam diversificadas e intercaladas com pequenas pausas para descanso. "Um dia estuda Matemática e História, no outro Português e Física, depois Geografia e Química", exemplifica ele. A receita para não cansaré preciosa, acredite. "O rendimento do aprendizado é melhor nas primeiras horas, depois se torna saturado. Os intervalos de descanso e a troca de matéria são estratégias para contornar essa saturação do cérebro", explica o coordenador do Anglo. Na fase da revisão, no entanto, o tempo precisa ser dedicado especialmente às disciplinas consideradas problemáticas, ou seja, aquelas que os estudantes possuem maior dificuldade. "Nesse momento é preciso fazer uma auto-avaliação para que essas deficiências sejam identificadas", aconselha o coordenador do curso pré-vestibular da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Otávio Augusto Rodrigues.
Aos alunos matriculados em cursos preparatórios ele aconselha que a avaliação seja focada nos rendimentos das aulas. Caso contrário, a sugestão é fazer uma das provas dos vestibulares passados. "Esses exames, geralmente, estão disponíveis no site das universidades." Para os mais atrasados a revisão terá que ser substituída por um estudo intensivo. "Não há milagre para que uma planta cresça de uma hora pra outra. É preciso cultivá-la e regá-la continuamente para que possa se desenvolver.
O mesmo acontece com o processo de aprendizagem", compara Nascimento. Portanto, na opinião dele, a única possibilidade desse estudante se dar bem no processo seletivo é o resgate do tempo perdido. "A dedicação terá que ser bem mais intensa e focada, principalmente, nas matérias que possuem maior peso no vestibular, sem se esquecer das demais", alerta. Saber dosar o tempo é necessário para não entrar na paranóia e não comprometer a qualidade do estudo. "É preciso se organizar para cumprir rigidamente o cronograma de estudo estipulado", afirma Alessandra. Segundo ela, de nada adianta tentar recuperar o atraso com as horas de sono ou da alimentação. "Respeitar às oito horas de sono e ter uma boa alimentação é fundamental para a retenção do conteúdo aprendido durante o dia", explica. Para Otávio, nessa reta final a dedicação ao estudo deve ser de no mínimo oito horas diárias. "Para quem não estudou muito nos meses anteriores vale a pena também aproveitar as horas dos sábados e domingos", sugere ele. Segundo Nascimento, no entanto, isso não significa que o lazer terá que ser banido do cronograma. "É preciso ter horas para o descanso, sim. Até como estratégia para melhorar a assimilação do conhecimento. Mas nesse momento ele deve ser secundário", diz. "Se observar que o estudo não está rendendo, pare e dê uma volta. Não teime com o cansaço", recomenda o coordenador.
Estratégias para reter conhecimento
Enfrentar esses últimos meses de estudos seria muito mais fácil, se existisse uma fórmula mágica para a retenção do conhecimento. Mas infelizmente não existe.
De acordo com a professora da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), Myriam Krasilchik, cada estudante tem sua própria forma de estudar. "As estratégias para a assimilação do conhecimento dependem das características pessoais dos alunos. Não há normas e padrões", conta ela.
Enquanto há estudantes que preferem estudar sozinhos, existem outros que rendem mais na companhia dos colegas. Uns optam por fazer esquemas ou resumos, outros pela gravação do conteúdo. "Por isso, é recomendável que cada um identifique a sua própria estratégia e abuse dela nos processos de estudos", orienta Myriam. Mas, independente do perfil do
estudante, a coordenadora do cursinho da Poli acredita que a prática é o melhor recurso para a assimilação do conhecimento. "A realização de exercícios é fundamental para comprovar se o aluno realmente compreendeu a matéria", conta Alessandra, que recomenda aos pré-vestibulandos aplicação nos exercícios práticos, nos simulados e principalmente nas provas dos vestibulares passados. "Assim o candidato poderá se ambientar mais a respeito do que será cobrado dele no processo seletivo, além de prepará-lo psicológica, física e intelectualmente", garante.
A prática da redação também não pode ser deixada de lado. "Desenvolva textos sobre acontecimentos da atualidade e peça para que algum professor faça as devidas correção", orienta Alessandra.
Nesse processo, é recomendado ainda a leitura
constante de jornais, revistas e livros. "Não só para ampliar o poder de argumentação, mas também para desenvolver a capacidade de interpretação de texto", diz. "De nada adianta dominar todo o conceito técnico, se não souber interpretar o que a questão pede", completa.
Para o melhor preparo à prova de Literatura, Nascimento sugere, além da leitura dos livros obrigatórios, a leitura de críticas a respeito das obras. "Outra alternativa é assistir suas adaptações no cinema e no teatro", aponta ele. Já para as disciplinas que exigem a memorização de fórmulas ou datas, Otávio propõe a reprodução contínua delas. "Pendure essas regras, por exemplo, por seu quarto. Assim, toda vez que passar por ela, terá a oportunidade de vê-la, até memorizá-la."
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Vestibulandos devem se precaver da ‘setembrite’
Estudantes enfrentam a época em que o estresse costuma atacar mais.
Saiba como manter a calma e o que fazer às vésperas das provas
Ana Cássia Maturano Especial para o G1
Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), realizada por Maria Cândida Camargo Rolim, revelou que, entre os vestibulandos, o período de um maior estresse é o mês de setembro (que alguns chegam a chamar de “setembrite”). Nessa época, além deles se inscreverem em vários vestibulares, as provas se aproximam - a Fuvest acontece em menos de dois meses.
Esse é o momento em que a realidade se torna evidente. Até então a sensação era de que havia tempo. Agora não. As dúvidas quanto à escolha têm de ser enfrentadas. E aquele “vou deixar para estudar depois” está com os dias contados. O que fazer? Quanto à escolha não tem jeito. Espera-se que os jovens já tenham amadurecido uma decisão. Caso contrário, provavelmente precisam de mais tempo. Mas sobre o estudo, o melhor é não se desesperar. Não adianta tomar atitudes do tipo estudar 18 horas por dia para rever (ou para ver pela primeira vez) toda a matéria.
O que vão conseguir é uma bela estafa e
um resultado muito ruim no vestibular. Até porque, ao se impor algo impossível, o estudante vai se angustiar mais e acaba não conseguindo estudar nada. O tempo que poderia aproveitar ficará perdido. Para aqueles que se prepararam minimamente, é importante confiar no que estudaram.
O melhor é dirigir esforços para as partes das matérias que tiveram mais dificuldades e vale a pena tirar dúvidas com professor ou colega. Não adianta chover no molhado e estudar coisas já conhecidas.
Tempo de estudo - As horas seguidas de estudo variam conforme a pessoa. Por isso, cada um deve fazer seu esquema. Alguns agüentam quatro horas direto sobre os livros; outros, com mais dificuldade em se concentrar, suportam uma hora e meia ou duas. Se for para aproveitar o tempo estudando e aprendendo para valer, não importa a quantidade de horas.
Também é necessário fazer intervalos para relaxar, com atividades que podem ser assistir a um
programa na TV, fazer um lanche gostoso ou dar uma caminhada. Isso, além da auxiliar no descanso (fundamental para o aprendizado), funciona como recompensa.
Divertir-se também faz parte do pacote. Os finais de semana devem ser aproveitados para estudar moderadamente. Sair com os amigos ou ir ao cinema podem funcionar positivamente. Quem sabe a convivência propicie conversas sobre os temores da reta final e um possa ajudar o outro. Mas sem exageros, porque dormir bem é essencial. Na hora da prova os estudantes devem confiar em todo o trabalho que tiveram e vale saber que uma dose de ansiedade é positiva: ela nos prepara para a ação mais cuidadosa.
A idéia é aproveitar a reta final produtivamente, o que inclui a ansiedade que acompanha todo grande momento. Confiem em si próprios e tomem cuidado para não serem contaminados pela “setembrite”. E boa sorte! (Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)
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