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C) A maioria dos professores não possuem uma base teórica mais sólida – formação inicial;
D) Alguns professores dominam questões no discurso, porém não conseguem relatar uma prática coerente;
E) São extremamente participativos, falantes e “críticos”;
F) Questões que normalmente esperam ver contempladas no decorrer do curso:
- Alfabetização – de quem é a responsabilidade?
- Inclusão / reprovações / problemas de aprendizagem – como lidar?
- Trabalho com salas grandes
- Relação escola X comunidade
- Motivação / interação - professor X aluno
- Indisciplina – como lidar?
- Planejamentos / projetos – avaliação
G) E, como a maioria do professorado do país, certamente estão em busca de uma nova identidade (pessoal / profissional), expressa em termos do descontentamento com a valorização que recebem do seu papel e função na sociedade e escola atuais.
Os temas e conteúdos iniciais a serem trabalhados e que permitirão a caracterização dos grupos serão:
- ensino / aprendizagem por competências
- os diferentes tipos de conteúdos tratados nos PCNs e REI e como ensiná-los
- o desenvolvimento infantil e a caracterização de faixa etária (específico de educação infantil)
- os projetos de trabalho – o que são e como se estruturam
- os instrumentos metodológicos do educador (observação, registro, reflexão, planejamento e avaliação)
- os novos paradigmas e o olhar do professor
Em função de nossos objetivos, bem como das necessidades a serem diagnosticadas nos grupos, a primeira fase tende a ser mais teórica, apesar de procurarmos, desde o 1º momento, oportunizar situações onde os professores possam trocar experiências de suas práticas, refletindo coletivamente sobre o que fazem e as dificuldades e possibilidades que encontram. Esta, aliás, é uma das metas do nosso trabalho: proporcionar espaços de interação entre os cursistas, que muitas vezes não têm muitas possibilidades de encontros gerais.
III – 2ª FASE DO CURSO
SOBRE FORMAÇÃO DE PROFESSORES
A cada dia mais estudiosos pesquisam e refletem sobre o trabalho de formação continuada de professores, buscando respostas às questões sobre como redimensionar seu papel e função na escola e na sociedade atual, tão complexas e dinâmicas. Rever sua prática e colocar-se em movimento para reconstruir o sentido de ser professor/educador é tarefa primordial da educação em nossos dias.
Mas, como fazer isso? Como de fato mobilizar o professor para as mudanças necessárias, que apontem na direção de conseguir, em última instância, o envolvimento do aluno em sua aprendizagem?
Vários estudos e depoimentos confirmam a insuficiência / ineficiência de muitos cursos de capacitação, que no máximo mudam o discurso do professor, mas não sua ação em sala de aula. E os problemas continuam. Reclamações de toda ordem: alunos desestimulados, conteúdos destituídos de significados, indisciplina, não valorização do trabalho.
Os cursos de capacitação que adotam uma fala prescritiva, que se pautam unicamente por trabalhar a dimensão “técnica” do ser professor, esquecendo sua dimensão humana, têm contribuído para essa situação. De nada adianta somente instrumentalizar o professor para lidar com as áreas do conhecimento (Mat., L.Port., Ciências, Hist./Geogr., Artes) se o seu olhar para o aluno, o vínculo que estabelece com ele e com o grupo não for motivo de reflexão. Nesse processo de “descristalização” do olhar (dos referenciais, dos paradigmas antigos) o professor vai revendo suas posturas e atitudes frente ao ensinar e com isso resgatando sua identidade e seu trabalho de educador (tão comprometidos atualmente).
Aí sim, mobilizado, pode resignificar o que faz em cada disciplina e as discussões sobre concepção e estratégias de trabalho podem de fato serem compreendidas e planejadas.
No nosso entender, esse é o caminho dos cursos de formação: articular a dimensão técnica e humana do ser professor.
Para tanto, nosso curso estrutura-se sob 2 eixos:
- EU / GRUPO: Aprendizado do olhar.
- Prática teórico metodológica.
Questões trabalhadas no 1º eixo remetem para reflexões sobre os valores que permeiam a ação do professor-pessoa. Ancoradas em teóricos como Phillippe Perrenoud, Antonio Nóvoa, Rui Canário, Madalena Freire, Nilson José Machado, vai se descortinando para nós a pessoalidade do professor.
OBJETIVO GERAL DO 1º EIXO
Capacitar o educador a reconhecer o significado do Eu e do Outro na relação pedagógica.
Objetivos Específicos:
- A partir do reconhecimento da atuação do EU como pessoa e profissional, reconhecer o outro – aluno – como centro do trabalho pedagógico.
- Estabelecer relações entre Ética e os demais temas transversais, a fim de resignificar valores pertinentes às relações humanas e à formação da cidadania.
- Ampliar as diferentes formas de compreender e conhecer a realidade, explorando o pensamento, a intuição, a percepção e o sentimento para estabelecer vínculos com o aluno e aceitar a diferença.
- Aproveitar vivências que se refiram à prática dos valores no âmbito pessoal para sua aplicação na prática de sala de aula.
- Aperfeiçoar análise de situações do cotidiano escolar para desenvolvimento da consciência crítica e a busca de soluções.
2º EIXO
Já no 2º eixo buscamos instrumentalizar o professor em sua ação em sala de aula, articulando teoria e prática, sempre num movimento de interação entre os cursistas.
Objetivo Geral: Capacitar o professor para refletir e transformar sua prática.
Objetivos Específicos:
- Construir sua prática teórico / metodológica, discutindo questões como concepção de aula, planejamento e avaliação.
- Dar sentido ao aprendizado escolar, fazendo relações com o cotidiano do aluno.
- Envolver o aluno em sua aprendizagem, trabalhando com questões como motivação, disciplina e inclusão.
- Construir vínculos com a comunidade educativa, envolvendo os pais no processo de ensino / aprendizagem.
- Trabalhar com as áreas do conhecimento: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia, Artes, compreendendo seus objetivos (P.C.N.s e REI) e traçando caminhos para sua aprendizagem nas diferentes séries (Educação Infantil e Ensino Fundamental – 1ª a 4ª séries).
Os objetivos mencionados serão trabalhados articulando questões específicas do sujeito (aluno, quem é, como pensa, como se desenvolve) com a matéria (áreas de conhecimento e suas metodologias).
IV – CARACTERÍSTICAS OPERACIONAIS DE NOSSOS CURSOS
A) Público-alvo – docentes que atuam junto ao Ensino Fundamental – 1ª a 4ª séries e Educação Infantil.
B) Carga Horária – Variável, em função das necessidades e possibilidades do município. O desejável é a estruturação de um curso com aproximadamente 100 horas, sendo desenvolvido no prazo de até um ano.
C) Calendário / Horário:
- A ser estabelecido a partir das negociações a serem efetuadas junto às autoridades educacionais do município.
Algumas possibilidades:
- Utilização de 1 semana em janeiro (20 ou 40 horas de trabalho junto a cada grupo de professores locais a ser formado);
- Encontros mensais em datas a serem acordadas com a Prefeitura, como por exemplo:
- Encontros com 8 horas de trabalho (4 horas na sexta-feira à noite, das 18h30m às 22h30m, 4 horas no sábado, das 8 às 12h, ou 8 horas no sábado – períodos manhã e tarde).
D) Grupos a serem formados – com até 50 professores cada.
E) Certificação – a EDUCON emite certificado aos participantes, com o número de horas que cada um dedicou ao curso (há, portanto, controle de freqüência em todos as fases do curso)
V – ORÇAMENTO
- A EDUCON responsabiliza-se:
- Pelos expositores a serem mobilizados, sua remuneração, deslocamento para o município, alimentação e estadia durante a participação no curso;
- Pelos materiais impressos a serem distribuídos aos participantes, no decorrer do curso;
- Pelo cumprimento do programa estabelecido, bem como pela qualidade do curso, avaliando-o periodicamente e apresentando os resultados às autoridades de ensino do município;
- Pelo controle de freqüência e de participação dos professores atendidos, com emissão de certificados ao final do curso.
- A PREFEITURA, responsabiliza-se:
- Pela infra-estrutura local necessária para o desenvolvimento do curso (local adequado, recursos áudio-visuais, café e lanche para os participantes dos encontros, etc.
Proposta:
Os valores cobrados enquadram-se às possibilidades orçamentárias do Município e nossas propostas são cuidadosamente elaboradas em função das características de cada curso e Prefeitura que atendemos. |